Informação para todos

Informação para todos

Cresce o número de empresas que investem em acessibilidade e cumprem papel na inclusão social de deficientes visuais e auditivos

Pense em todas as formas de comunicação que você usa normalmente.  E-mails, mensagens de voz e de texto, ligações ou uma simples conversa em um estabelecimento para pedir um refresco. Fácil né? Hábitos do nosso cotidiano que fazemos sem nem perceber.

Agora imagine como uma pessoa portadora de alguma deficiência, auditiva ou visual, precisa lidar nessas circunstâncias para conseguir expressar suas vontades. A história fica diferente.

Hoje, o IBGE estima que o Brasil possui mais de 15 milhões de pessoas com deficiências auditivas ou visuais. É uma parte da população que, aos poucos, tem conquistado a atenção da sociedade para que tenham mais acesso à informação, direito de todos.

Cardápio desenvolvido para a rede
Cardápio desenvolvido para a rede

Acompanhando as exigências da lei e pensando no bem-estar dos seus clientes, a Chiquinho Sorvetes investiu para disponibilizar um modelo de cardápio em braille em todas as lojas da rede. A empresa encontrou um parceiro especializado para desenvolver um modelo exclusivo, que atendesse essa população da maneira correta.

“Queremos que todos os clientes consigam ser bem atendidos e se sintam bem em nossas lojas. Embora estejamos cumprindo algo que está garantido pela lei, acreditamos que estas pessoas precisam se sentir importantes e saber que pensamos nelas também”, conta Antonio Camara, gerente de marketing da Chiquinho.

Além dos cardápios em braile, a empresa também está se preparando para capacitar os colaboradores para atender clientes com deficiência auditiva. Em uma das unidades de São José do Rio Preto-SP, os atendentes receberão treinamento para aprender Libras, a Língua Brasileira de Sinais.

Aline Feitosa, colaboradora do Grupo CHQ Companhia de Franchising, se especializou nesta área e está ajudando na coordenação do projeto. “A ideia é capacitar os colaboradores para que consigam conversar em Libras com seus clientes surdos, e garantir o atendimento com qualidade que esses clientes merecem”, diz Aline.

Ela conta que seu interesse pela Língua dos Sinais começou ainda na infância e desde então nunca parou de estudar sobre a área. “Decidi me especializar porque queria fazer uso da Língua dos Sinais da melhor forma possível, e assim conseguir ajudar essas pessoas que precisam de auxílio na comunicação”.

É importante reforçar que essas pessoas precisam de ambientes que proporcionem situações mais acessíveis para elas em todas as esferas. Escolas, bancos, consultórios médicos, supermercados, são alguns exemplos de ambientes que estão presentes no cotidiano dessas pessoas.

Projeto Libras para Empresas

Aline Feitosa, coordenadora do projeto

Com um grupo composto por surdos e interpretes formados em diversas áreas, Aline faz parte do projeto Libras para Empresas, que visa ministrar cursos para companhias que queiram se preparar para atender essas pessoas de forma correta.

O projeto tem ainda o objetivo de ter à disposição do mercado interpretes “express” para palestras e eventos em geral, proporcionando a democratização do conhecimento como um todo.

“É indispensável que essa forma de comunicação seja cada vez mais difundida e acessível. Para que as leis criadas até então tornem-se práticas e efetivamente cumpridas, é necessário que a sociedade, de fato, se envolva”, diz Aline.

Para saber mais e conhecer detalhes deste projeto, você pode entrar em contato pelo e-mail: librasparaempresas@gmail.com ou pelos telefones 17 99153-1992 (Aline) e 17 99127-3595 (Thaisy).

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